O Barato Sai Caro!

Esta é uma expressão muito conhecida, e todos ou quase todos certamente já a ouviram em algum momento.

O Barato sai Caro“, quer dizer exactamente isso, que muitas vezes, aquilo que a primeira vista é mais barato, acaba por sair caro, ou porque se avaria com facilidade, porque não nos dá os resultados que estávamos a espera, ou porque temos de comprar mais quantidade para que faça o efeito esperado, enfim, no fim das contas, a realidade é que acabamos por gastar mais dinheiro, do que se comprarmos logo algo que aparentemente é mais caro mas terá mais qualidade.

barato

Não sei se já você reparou, mas é curioso como, na internet existe uma procura intensa por coisas grátis, seja produtos, serviços, software, etc.

Provavelmente algumas pessoas que forem ler este artigo, estão também incluídos no grupo de pessoas que procura coisas grátis na internet. E se for esso o caso, seria interessante lerem este artigo até ao fim.

É importante perceber que, o preço e a qualidade estão muitas vezes interligados, isto é, muito embora não seja sempre assim, muitas vezes o preço mais alto é reflexo de melhor qualidade. Repare que eu disse, que não é sempre assim.

No entanto, é um facto sobejamente assumido que a internet veio disponibilizar muitos produtos e serviços a preços mais competitivos. Chame-se fruto da globalização ou efeitos da evolução das comunicações, o facto é que hoje é possível obter tudo ou quase tudo a partir da internet.

Isto não quer dizer que, não hajam pessoas “do outro lado” a providenciar esses produtos ou serviços. Claro que muitas vezes são processos que são automatizados para que se consigam comercializar a baixo custo, e com isso ganhar clientes e mercado. Mas, onde quer que seja, existirá sempre alguém por trás desse automatismo.

Agora, sinceramente, você que é ambicioso e quer naturalmente atingir certos patamares de sucesso, incluindo financeiro, acha que essas tais pessoas que estão do outro lado, trabalham apenas por gosto? ou, como se costuma dizer, trabalham para aquecer?

Não terão essas pessoas também direito a serem remuneradas pelo trabalho que fazem? especialmente se for um trabalho de qualidade?

Eu acredito que sim, e é minha prática comum, pagar para utilizar algo que tem qualidade e que me dá os resultados que eu espero. No entanto, fico, não digo pasmado porque isso talvez seja demais, mas diria algo admirado, quando vejo que as pessoas esperam que as outras trabalhem de graça para elas, sabe-se lá porquê…

Não sei sinceramente o que estas pessoas pensam, ou o que lhes vai na cabeça, quando pedem ou encomendam um produto ou serviço e lhes é pedido dinheiro em troca. Esta é a lei mais básica da economia, e na qual assenta a economia mundial.

Será que estas pessoas trabalham de graça? Se não, então porque é que esperam que os outros o façam?

Custa-me um pouco a compreender porque é que têm este comportamento, e mais ainda quando levado a extremos.

Mas ao pensar melhor neste assunto, cheguei a uma conclusão. É que, essas pessoas não sabem o que perdem e o que deixam de fazer, só porque fazem questão de não comprar nada ou não pagar por nenhum produto ou serviço.

Na realidade, elas não sabem sequer ao que se estão a privar, e muito possivelmente às vantagens que poderiam vir a tirar se soubessem analisar melhor as suas opções, sem que o grátis fosse uma condição obrigatória para fazer alguma coisa.

No que respeita à minha experiência, eu tanto utilizo serviços gratuitos, como serviços pagos, desde que sirvam e cumpram com os meus objectivos, e cada vez mais me convenço que, salvo alguns casos em que não justifica o investimento, ou porque existe um serviço que me satisfaz em pleno, ou porque não é algo que eu necessite mesmo, pagar por um serviço, tem-me trazido muitas vantagens e excelentes resultados, não só quantitativos, mas também qualitativos.

Muitas vezes estamos a falar de valores que não cobrem o que se gasta numa noite de folia com os amigos, numa jantarada, ou num fim de semana, e são na realidade investimentos, e não gastos como são estes exemplos. E acreditem, (agora não, mas) noutros tempos, eu já gastei muito dinheiro em jantaradas, fins de semana e noitadas com os amigos.

Para terminar, gostava de deixar as seguintes conclusões (minhas, claro):

  • não por algo ser “o mais caro” que é “o melhor”
  • não é por algo ser grátis que com isso se consegue os mesmos resultados que com algo pago
  • muitas vezes gasta-se muito dinheiro “mal gasto”, e não se dispende de uns trocos para pagar um produto ou serviço, porque se acha que deveria de ser gratuito
  • uma pessoa ou uma empresa não deve limitar as suas capacidades, os seus projectos e os seus resultados à utilização de “coisas” gratuitas, pois tenderá a arrepender-se mais tarde
  • saber analisar bem as situações, os seus benefícios e inconvenientes, pode significar uma decisão fundamental no caminho para o sucesso. Seja em que área for.

A minha opinião é formada na minha experiência pessoal e na de outras pessoas que partilharam as suas experiências comigo. E você, qual é a sua opinião?

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  • Na minha opinião existem vários fatores para esse tipo de atitude de mais de 90% dos internautas, das quais enumero:
    1 – Nos anos 90, a internet era ainda um bebé acabado de nascer. muito pouca gente dava importância para este meio de comunicação, INCLUINDO EMPRESAS mesmo de grande projeção, então a quase totalidade do conteudo era disponibilizado por carolice. Indivíduos que já mexiam qualquer coisa de html colocavam na internet à disposição de todos. Daí que o conteúdo dos anos 90 ter uma alta taxa de pornografia levando à formação duma ideia pouco saudavel da internet. Nas bancas dos jornais tinham que pagar a revista pornogáfica, na internet era “gratuito” e a variedade e quantidade muito superior. Felizmente o rumo já está no devido lugar e a internet é hoje uma enorme fonte de conhecimento, de negócios, diversão, etc.
    2 – Programadores construiam pequenas aplicações e disponibilizavam gratuitamente de modo a publicitarem o produto e talvez mais tarde comercializarem o mesmo já bem desenvolvido.
    3 – Musicas foram e são ainda colocadas na internet para quem quiser baixar gratuitamente. Etc, etc.

    Eu parto do princípio que as pessoas que só buscam o gratis na internet, não teem noção mínima do trabalho e custos que estão subjacentes a esta atividade. Quem trabalha nesta atividade sabe que um site razoável passa os milhares de horas de trabalho e dedicação. E um site raramente está na fase de concluido. Sempre precisa de atualização, remodelação, etc.
    Certamente todos lembramos da nossa meninice, quando nossos pais trabalhavam para nos proporcionar, conforto, educação e saúde. Nós não fazemos a mínima ideia, desse esforço e por isso não valorizamos nem agradecemos nessas idades. É a idade do egoísmo e insensatez.

    Na minha opinião a grande maioria das pessoas que navegam pela internet, está neste estágio de meninice. Cabe aos profissionais do ramo ir elucidando / educando essa mentalidade que quanto a mim é uma fase normal no crescimento deste meio de comunicação.
    Por agora, acabou. Abraços.

  • Olá João,
    Obrigado pelo comentário. Muito interessante!
    Ora aí está uma abordagem interessante a este assunto.
    Devo dizer que à medida que fui lendo o seu comentário, identifiquei todos os pontos como pontos comuns com os quais estou de acordo.
    Pena é, que ainda muitas pessoas não façam ideia do que perdem por se limitarem ao grátis, mas acredito que mais tarde ou mais cedo, perceberão o erro.
    Abraço,

  • Olá João!

    O que escreveu no seu artigo é absolutamente verdadeiro, mas quem tem poucos conhecimentos desta matéria dos blogs, receia meter-se em despesas sem ter conhecimentos para tal.

    E para ir aprendendo preferem optar pelo gratuito. Quando começam a saber um pouco mais aí sim está na hora de mudar de plataforma. Tenho visto muitos procederem assim.

    Um dia destes vou voltar a esvrever-lhe João. Já o fiz mas fiquei sem resposta. Deve ter havido qualquer problema. rsrs.
    Um abraço
    .-= O meu último artigo : Dia Internacional da Mulher =-.

  • Olá José, seja bem aparecido!

    Creio que em parte também passará por aí, mas se fosse só mesmo isso, eu até considerava uma atitude sensata, pese embora muitos produtos e serviços são bastante acessíveis.

    Quanto à resposta eu mandei-lhe um email várias vezes e veio sempre devolvido.
    Se quiser, pode-me mandar um email de outro endereço de email e eu respondo para esse.

    Abraço,
    JR

  • Olá João!
    O barato sai caro, sempre, não adianta, ou quebra e a pessoa tem que comprar de novo, ou o conserto é mais caro que o valor que pagou, ou, no meu caso, que desenvolvo sistemas, o outro mais barato não atende as necessidades do cliente e esse acaba tendo que comprar outro melhor e começar tudo de novo…
    Já como o José disse, no caso de blogs, existem as opções para tudo: free, pagos, caros, baratos. Mas como ele disse, começar com o free e depois mudar para algo mais profissional e sério pode ser a solução, afinal, comprar domínio e pagar hospedagem para algo que nem sequer sabe se vai continuar a fazer é jogar dinheiro fora.
    E também existem as promoções: muitas vezes valem mesmo a pena. Outra coisa que acho interessante é as compras pela internet, aqui no Brasil ainda tem muita resistencia, as pessoas pensam que não é seguro e tal, porém, depois que fazem pela primeira vez, torna-se muito mais fácil fazer sempre. Apenas coloca seu número de cartão de crédito e sai comprando o que quiser, por isso é preciso um pouco de consciência e pensar bem antes de comprar tudo o que ver pela frente.
    Um abraço!

  • Olá Sandra,

    Sim a questão do iniciantes é perfeitamente compreensível.
    Aliás é o mais natural e sensato até, se a pessoa não tem noções concretas, deve mesmo começar devagar.
    O que me refiro é mesmo aos eternos fans do grátis, que se limitam tanto que não fazem ideia nenhuma do que perdem por não arriscarem e apostarem um pouco mais.
    E não se esqueça do Paypal que é internacional e permite comprar tanta coisa em tantos sites.

    Abraço,
    JR

  • Olá Joao,

    Super interessante o seu artigo, e dá um panorama bem vasto do que realmente acontece na net.

    Eu particularmente prefiro qualidade ao invés de preço (isso serve para produtos em geral). Geralmente quando se compra a coisa mais barata é dor de cabeça na certa, infelizmente isso ocorre muito no Brasil.

    Com relação aos blogs, é o que o José e a Sandra disseram: à medida que as pessoas vão amadurecendo, a visão acaba se ampliando. Eu mesmo há cerca de 2 meses registrei meu próprio domínio. Se estivesse com mais tempo disponível, criaria um blog no WordPress com domínio pago (dica da Sandra), mas como não posso me dedicar muito no momento, prefiro deixar um pouco mais para frente.

    Ainda tem a questão dos softwares, que muitos não compram e preferem “registrar” via internet. Aí é meio complicado porque os preços no Brasil são exorbitantes (o win custa mais de quinhentos reais, dependendo da versão, e logo sai uma nova versão, e lá vai mais dinheiro).

    Abraços, e parabéns pelo artigo!
    .-= O meu último artigo : Empatia – Use-a e Seja Feliz! =-.

  • Olá Iúri,
    Obrigado!
    Em Portugal é o mesmo.
    Quanto ao software, já existe uma alternativa também válida para o Brasil, que é o software OEM.
    É 100% igual, legal e é mais barato que a versão que normalmente está à venda nas lojas. Pode ser inclusivamente comprado através da internet.

    Abraço,
    JR

  • Concordo plenamente com você!

  • Olá Arthur,
    Obrigado pelo comentário!
    JR

  • ISSO ME LEMBRA DAQUELES PRODUTOS GRATIS QUE AS PESSOAS ADQUIREM E NUNCA USAM. EU ACHO QUE ESSA PALAVRA ATIVA NEURONIOS ESPECIFICOS DO CEREBRO.

  • Também é verdade que isso acontece muitas vezes. Mas há uma explicação.
    Muitas vezes as pessoas compram, não pelo que estão a comprar, mas pelo sentimento que lhes dá comprar o que estão a comprar.
    Talvez seja um pouco de psicologia, mas que é assim, é!

  • JustMi

    A internet hoje é um dos principais e em breve será o principal meio de comunicação do mundo. Empresas que oferecem serviços de qualidade neste segmento tem grandes chances de sucesso. A qualidade do produto esta sim relacionada ao preço e parece que ultimamente o consumidor vem entendendo isso e dando um valor justo ao serviço de qualidade. Eu por exemplo, prefiro pegar um serviço de R$ 2.000 do que pegar 10 de R$ 200,00. Tem profissionais que ainda preferem trabalhar mais para ganhar menos, eu prefiro usar a cabeça. Obvio, a qualidade de 20 serviços em um tempo parecido com o de um é muito inferior ao mais caro, o custo para o cliente que pagou 200,00 logo depois irá aumentar devido a problemas de um desenvolvimento de ma qualidade, inclusive, prejuizo com os seus clientes e, inclusive, em alguns casos, até deterioração de sua imagem junto ao publico.